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Dia Nacional da Prevenção de Acidentes

No dia 27 de julho foi comemorado o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes, essa data é símbolo da luta dos trabalhadores (as) brasileiros (as) por condições de saúde e segurança no trabalho. Essa data nos traz uma reflexão para que possamos tratar e dar a devida atenção que a prevenção merece, afinal, falamos de vidas.

Revolução Industrial aconteceu um pouco tarde, mais ou menos em 1930. Por conta disso, 40 anos depois, o país era um dos que registrava mais acidentes e mortes por trabalho no mundo todo. Com a criação da FUNDACENTRO, em 1966, foi possível obter conhecimento necessário para promover a segurança e medicina do trabalho no país. A missão era propagar o desenvolvimento sustentável por meio do crescimento econômico, equidade social e proteção do meio ambiente. A evolução da segurança do trabalho começou depois da instauração do regime CLT, durante a gestão do então presidente Getúlio Vargas, em 1943. Posteriormente, foi criada a Lei 8213, responsável pela regulamentação dos planos de benefícios, como a Previdência Social. Em 1978 foram criadas as Normas Reguladoras, que formam um conjunto de procedimentos de realização obrigatória para promover a segurança e saúde de trabalhadores.

E mesmo com as legislações vigentes, órgãos responsáveis e tantas obrigatoriedades, a prevenção não tem sido, pelo menos os números dizem, tratada como prioridade, seja no âmbito industrial ou doméstico.

Atualmente, somos o 4º país no mundo com a média assustadora de 700mil acidentes do trabalho registrados, ficando atrás apenas de China, Índia e Indonésia, respectivamente. A cada 49 segundos ocorre um acidente, e não obstante, uma morte a cada 3 horas e 43 minutos.

É preciso retratar como os ambientes e processos de trabalho podem determinar tanto a saúde quanto os acidentes e o adoecimento dos trabalhadores. E mais ainda, evidencia a necessidade de adoção de medidas e ações preventivas para mudar o atual cenário de morbimortalidade dos trabalhadores em nosso país e também no mundo.

Precisamos ser agentes transformadores e encontrarmos a curva inversa do que nos assombra desde a Revolução Industrial no Brasil e muito antes no mundo, afinal 384 a.C Aristóteles e Hipócrates estudavam as doenças dos mineiros e no Século XVII Bernardino Ramazzini apresentava as doenças dos trabalhadores (50 profissões na época), todos considerados os “Pais da Medicina”.

Cientes de tudo isso, vimos que não há outro caminho que não seja o da prevenção, da empatia e principalmente, do cuidado ativo genuíno. É preciso cuidar de gente, transformar ambientes, mudar estratégias arcaicas, investir em vidas e amar ao próximo. A responsabilidade é conjunta das empresas, governos e dos empregados!

Texto: Michel Camargo (Engenheiro de Segurança do Trabalho)

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